Trabalhadores marcham em Brasília pelo encaminhamento da pauta trabalhista
por Gabriella Oliveira | Grande comitiva de trabalhadores gaúchos integrou marcha histórica pela reabertura da discussão dos itens do documento.
Numa caminhada que voltou a marcar a luta conjunta das centrais sindicais, a 7ª Marcha a Brasília, realizada nesta quarta-feira (6/3), contou com um número estimado em mais de 50 mil trabalhadores. A caminhada saiu do Estádio Nacional Mané Garrincha, percorrendo o Eixo Monumental, que configura a principal avenida da capital federal, até o Congresso Nacional.
Buscando restabelecer o diálogo com o governo federal, os dirigentes sindicais prepararam uma programação para a apresentação da pauta junto aos órgãos de representação dos três poderes. Composta por 12 itens, a reivindicação unitária é extensa, mas necessária, conforme o líder nacional da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
A presidente Dilma há dois anos não recebe as centrais sindicais, e queremos discutir seriamente com o governo a questão da política econômica, que está levando o Brasil à recessão e ao desemprego, a questão do fim do fator previdenciário, da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, corrigir a tabela do Imposto de Renda, acertar o aumento que deram para o seguro-desemprego", citou Paulinho.
O presidente da central também destacou que após a entrega das pauta a pressão irá continuar para que as reivindicações sejam atendidas.
Para o líder da Força Sindical no Rio Grande do Sul, Clàudio Janta, se atendidas, as medidas irão auxiliar no enfrentamento à crise e na geração de emprego e renda no país.
A maior expectativa é em torno do fator previdenciário, que já estava na pauta do Congresso, e a redução da jornada, que também já estava nesta pauta. E também questões estruturais e importantíssimas para os trabalhadores e para o futuro do Brasil, como os 10% do PIB para a educação e os 10% da receita do Brasil para a Saúde", avaliou.
Os dirigentes das centrais reuniram-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Também ocorreram encontros com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves e com a presidente Dilma Rousseff.
Os itens da pauta trabalhista
40 horas semanais sem redução de salário;
Fim do fator previdenciário;
Igualdade de oportunidade entre homens e mulheres;
Política de valorização dos aposentados;
10% do Produto Interno bruto (PIB) para a educação;
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.