Sindec: 94 anos de união e lutas
Há noventa e quatro anos, um grupo de trabalhadores decidiu que defender direitos não era uma tarefa individual. Era um compromisso coletivo.

Dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a taxa de desemprego em Porto Alegre teve a quarta queda seguida, atingindo 3,8% em julho. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) também apontou que o número de empregados em Porto Alegre registrou queda de 2,8%, apresentando o resultado de menos 52 mil pessoas ocupadas no mercado de trabalho. A desocupação ficou estável nos 3,8%. Também estável está o rendimento médio do trabalhador, em R$1.670,14.
Segundo a economista do Dieese-RS Daniela Sandi, a queda da taxa de desemprego ao mesmo tempo da queda do número de empregados em Porto Alegre está relacionada à diminuição de pressão da População Economicamente Ativa (PEA) no mercado de trabalho. "A PEA diminuiu porque muitas pessoas deixaram o mercado e estão inativas", explica.
Quando as pessoas saem da PEA passam a ser contabilizadas dentro da PIA (População em Idade Ativa), incluídos no índice inativos, aposentados ou estudantes.
Uma situação específica é o fato de que há um grande número de ofertas em ocupações rejeitadas pelo público jovem, principalmente, que está se afastando do mercado de trabalho para se qualificar. Baixas remunerações e elevadas jornadas são os pontos críticos do emprego neste segmento.
No comércio percebemos que tem um grande índice de jovens ingressando nas faculdades para se qualificar, porque os postos de emprego que ocupavam não correspondiam às expectativas tanto monetárias quanto qualitativas. Falta também uma base anterior, porque não adianta apenas estudar sem exigir que as empresas se preparem e participem do processo de especialização de mão de obra", afirma o secretário nacional da Juventude da Força Sindical e diretor do Sindec, Jefferson Tiego.
O sindicalista também aponta ausência de políticas públicas de qualificação profissional dos jovens para que reingressem no mercado de trabalho, como as escolas profissionalizantes. "Estes fatores são fundamentais", aponta Tiego.
Nos supermercados, por exemplo, 50% dos desligamentos das empresas se dão por iniciativa do próprio trabalhador, principalmente nas funções de empacotador e caixa.
O Dieese divulgará a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) na próxima quarta-feira, dia 28 de agosto.
Leia a entrevista com a economista para saber como está o mercado de trabalho:
Sindec: Como interpretar o cenário apresentado pelas pesquisas de emprego em que a taxa de desemprego e o número de desempregados caíram ao mesmo tempo?
Daniela Sandi: A taxa de desemprego é determinada pela PEA, que são os ocupados e os desempregados. Quando se tem uma queda na taxa de desemprego e uma queda na ocupação significa que houve uma pressão menor no mercado de trabalho e as pessoas que estavam pressionando a taxa saíram e foram para a inatividade por algum motivo. Trabalhamos com a hipótese do trabalhador ter voltado a estudar, o estudante que resolveu só estudar diante da melhoria da renda familiar; o subchefe por cônjuge, que com a melhora na renda permitiu, em geral às mulheres, se dedicar aos serviços da casa por cuidados familiares ou ampliar estudos; enfim, são variados motivos. E tem ainda a aposentadoria em que o trabalhador passa para a inatividade e não está mais no mercado de trabalho.
R: As pessoas que saíram do mercado do trabalho não foram para a informalidade, por quê?
DS: Uma vez que estas pessoas saíram do mercado de trabalho elas não vão para informalidade, elas estão na inatividade. Informalidade está dentro do mercado de trabalho, mas sem contrato formal, sem as condições de trabalho previstas na CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), mas é um trabalhador como outro qualquer que deveria ter seus direitos garantidos pela Previdência e pelas relações de trabalho do Brasil. Está no mercado de trabalho e está exercendo uma atividade remunerada. O ocupado é aquele que tem uma atividade frequente e que é remunerado, independente de ser formal, informal ou autônomo.
R: Este quadro já vinha se desenhando mês passado, quando aumentou o número pessoas saindo do emprego para estudar. A nova edição da pesquisa confirma?
DS: Quando há melhoria de renda e das condições gerais do mercado de trabalho os estudantes que contribuem com a renda familiar e têm dificuldade de conciliar jornada de trabalho tendem a sair do mercado e voltar a estudar. Não deixa de ser uma maneira de se qualificar.
Texto: Josemari Quevedo
Há noventa e quatro anos, um grupo de trabalhadores decidiu que defender direitos não era uma tarefa individual. Era um compromisso coletivo.

Na noite desta segunda-feira (29 de junho), os comerciários e comerciárias aprovaram a prestação de contas do exercício de 2025 e o parecer do Conselho Fiscal do Sindec-POA, durante Assembleia realizada em formato híbrido, com participação presencial e virtual.

O presidente do Sindec-POA, Nilton Neco, participou, representando a Força Sindical, da reunião de encerramento do Grupo de Trabalho Tripartite do Comércio Varejista, promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que debateu o aperfeiçoamento da Portaria MTE nº 3.665/2023, responsável por regulamentar o trabalho no comércio aos feriados.

Na próxima segunda-feira (29) o Sindec-POA vai realizar a Assembleia de Prestação de Contas do exercício 2025.

A mobilização do Sindec-POA pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1 segue ganhando força nas ruas, nas redes e agora também no som da luta da classe trabalhadora.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a debater a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 está realizando, antes da votação da PEC, uma série de Seminários Públicos regionais em diferentes estados do país.

A luta por jornadas mais humanas e mais qualidade de vida para os trabalhadores tomou conta das ruas de Porto Alegre.

O Sindec-POA realizou uma ampla ação de fiscalização no comércio de Porto Alegre durante o feriado de Tiradentes, com o objetivo de garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e proteger os direitos dos comerciários e comerciárias.

A delegação da Força Sindical-RS e Fetracos-RS esteve presente em Brasília participando do CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e da grande Marcha das Centrais Sindicais, em mais um momento histórico de mobilização da classe trabalhadora, ocorrida nesta quarta-feira (15).

Acordo assegura aumento acima da inflação e amplia direitos da categoria.