por Gabriella Oliveira | Porto Alegre foi a capital em que o produto ficou mais caro.
Em média, os ovos Páscoa ficaram 6,78% mais caros em comparação com o mesmo período do ano passado, superando a inflação acumulada entre abril de 2013 e março deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV, que alcançou 6,09%. Em Porto Alegre, o preço do produto subiu 7,70%, segundo pesquisa do Ibre, divulgada hoje.
Das sete capitais pesquisadas, Porto Alegre foi a mais aumentou o preço, seguida de Belo Horizonte (7,57%). No sentido inverso, as cidades que apresentaram menor crescimento de preço no produto foram Salvador (6,25%) e Brasília (6,31%). Nas demais capitais, o incremento alcançou 6,99% (Recife); 6,51% (São Paulo); e 6,35% (Rio de Janeiro).
Ingredientes mais caros contribuíram para o aumento
O aumento dos preços dos insumos básicos cacau (que subiu mais de 50%), leite (16%) e açúcar (10%), contribuiu para elevar os preços dos ovos, disse o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).à Agência Brasil, nesta terça-feira,
– Com os insumos básicos mais caros, esses produtos vão atrás – disse André Braz.
Segundo ele, o apelo emocional também contribui para a elevação dos preços, uma vez que se trata de um produto diferenciado que muitas famílias gostam de utilizar na confraternização da Páscoa.
– De fato, ele (o ovo de Páscoa) registra, anualmente, uma alta próxima da inflação dos últimos 12 meses. E 2014 não está sendo diferente. A variação acumulada pelo produto encosta na inflação, em termos médios e, em algumas cidades, essa alta é até superior – comentou André Braz.
O economista destacou que à medida em que o feriado da Semana Santa se aproxima, o preço dos ovos pode subir um pouco mais.
– Esses preços flutuam um pouco, até para baixo, em função da própria demanda. Se a resposta do consumidor aos preços colocados for boa, isso diminui a ocorrência de promoções e pode, até, encarecer o produto.
Na média nacional, o produto que registrou a maior alta em comparação à Páscoa de 2013 foi o ovo de 50 gramas (7,76%).
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”