por Jousi Quevedo | Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume real de vendas apresentou ampliação de 16,6%.
As vendas do comércio varejista do Rio Grande do Sul, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, que abrange estabelecimentos com no mínimo 20 funcionários, registraram elevação de 1,3% em março frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume real de vendas apresentou ampliação de 16,6%. Para essas mesmas bases de comparação, o desempenho do varejo brasileiro foi de 0,2% e 12,5%, respectivamente.
No que diz respeito ao comportamento desagregado por atividades do comércio varejista, os destaques de crescimento em relação a fevereiro de 2011 foram hipermercados e supermercados e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com expansões de 22,8% e 20,1%, respectivamente. Para a mesma base de comparação, combustíveis e lubrificantes apresentaram queda de 3,1% das vendas e o grupo de livros, jornais, revistas e papelaria apresentou crescimento de 3,9%. Para as atividades do varejo ampliado, veículos, motos, partes e peças e materiais de construção apresentaram retração de 2,8% e crescimento de 7,9%, respectivamente.
Com o resultado de março, o varejo fechou o primeiro trimestre com crescimento real de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior (para o Brasil, o crescimento foi de 10,3%), acelerando fortemente em relação aos 5,2% do último trimestre de 2011. Apesar de um comportamento errático na margem nos últimos três meses (que pode estar relacionado a problemas referentes à eliminação dos efeitos sazonais realizada pelo IBGE), a comparação trimestral não deixa dúvidas de que o comércio varejista vem apresentando uma recuperação de desempenho prematura em relação ao restante da economia.
Como ressaltado no mês passado, o bom desempenho do varejo está ligado ao comportamento do mercado de trabalho, que encontra-se em um momento histórico, registrando taxas de desocupação extremamente baixas. No mês de março, o volume de pessoas ocupadas na RMPA foi 1,7% maior do que no mesmo mês do ano passado, enquanto a massa de salários registrou expansão real de 3,4% na mesma base de comparação.
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