por Jousi Quevedo | Comer fora de casa ficou, em média, 10,49% mais caro no país em 2011, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Somente em dezembro, o aumento no preço das refeições foi de 1,39%. Nem o cafezinho escapou: ficou 1,81% mais caro no último mês do ano. O refrigerante e a água mineral subiram 1,66%.
Para economizar no dia a dia, muitos trabalhadores têm recorrido à boa e velha marmita. Na empresa onde Luciano Nogueira trabalha, 90% dos empregados levam a refeição de casa e o refeitório é bastante disputado na hora do almoço.
Eu acredito que consigo economizar até 70% trazendo a minha comida de casa. Aqui na região do Brooklin (Zona Sul da capital), a gente gasta, em média, de R$ 15 a R$ 20 para almoçar em um restaurante por quilo, incluindo uma bebida", diz Luciano, 37, que é auxiliar administrativo e trabalha no escritório há três anos. A empresa oferece o benefício do vale-refeição aos funcionários. "Mas eu prefiro guardar o vale e usar nos fins de semana", conta.
A gerente administrativa Rachel Lima, 30, também guarda o vale-refeição para outras ocasiões. Ela trabalha em um escritório de arquitetura no bairro do Itaim Bibi (Zona Sul) e diz que o almoço por quilo na região não sai por menos de R$ 20, com a bebida. "Na semana passada resolvi almoçar um PF (prato feito) por aqui e gastei R$ 30. O meu vale-refeição é de R$ 15,09 por dia", diz. No escritório, a maioria dos funcionários também já aderiu à marmita.
Legislação /De acordo com o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), as empresas não são obrigadas a fornecer alimentação aos empregados. Elas podem, voluntariamente, aderir ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) e escolher uma das modalidades do programa: refeições preparadas, cestas de alimentos ou convênio (vale-refeição ou vale-alimentação).
Porém, nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 empregados, é obrigatória a existência de um refeitório e não é permitido que os trabalhadores façam suas refeições em outros locais. As empresas que têm entre 30 e 300 empregados têm obrigação de disponibilizar equipamento para aquecer as refeições levadas pelos funcionários.
Empresa oferece comida pronta pela internet
A jornalista Fernanda Canto desistiu da carreira de assessora de imprensa e, há três anos, montou seu negócio: marmita gourmet, vendida pela internet. "Eu fazia a minha comida e levava para o trabalho. Algumas colegas começaram a pedir para levar para elas. E quando eu percebi, o negócio estava dando certo", conta. Fernanda decidiu montar um blog para vender o serviço e manter contato com as clientes.
Todos os pedidos são feitos por meio da internet
(www.danadadananda.blogspot.com) ou por e-mail. Na segunda-feira ela divulga o cardápio da semana. O cliente tem até quarta-feira para fazer o pedido, que é entregue no domingo. "Eu ofereço de sete a dez pratos no cardápio da semana e a pessoa escolhe. Às vezes faço a mesma comida, mas com alguma variação", explica. Só o preço dos pratos não variam. Custam R$ 14 e têm, em média, de 350 g a 400 g de comida.
A procura pelo serviço aumentou muito no último ano. Atualmente, Fernanda entrega cerca de 300 pratos por semana e já pensa em expandir o negócio. "Comer na rua está muito caro. Não se gasta menos de R$ 30 por almoço nas regiões mais nobres da cidade, como o Brooklin ou a Berrini. E a qualidade da comida nem sempre é boa para justificar o preço", analisa Fernanda, que têm entre seus clientes designers gráficos, médicos e administradores.
A entrega das refeições é terceirizada. Por isso o cliente paga uma taxa que varia, em média, de R$ 6 a R$ 8, dependendo da localização. "Muita gente já aproveita para comprar em grande quantidade e economiza na taxa de entrega. As comidas são congeladas, entregues em embalagem descartável e têm validade mínima de 2 meses", diz.
No mês de março, quando o mundo fala sobre o Dia Internacional da Mulher, nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre - Sindec POA, não queremos prestar homenagens. Queremos assumir responsabilidade.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.