
Campanha do Sindec pelo fim da escala 6x1 ganha as ruas de Porto Alegre
A luta por jornadas mais humanas e mais qualidade de vida para os trabalhadores tomou conta das ruas de Porto Alegre.

As Perspectivas do Direito Sindical Pós-Reforma foi o tema dos debates da noite desta terça-feira (08) na OAB/RS. O encontro, promovido pela Comissão de Direito Sindical e que faz parte das celebrações do Mês do Advogado, lotou o auditório do 2° andar, reunindo advogados, juristas e sociedade, interessados nas discussões sobre a Reforma Trabalhista.
Segundo a secretária-geral adjunta, Maria Cristina Carrion Vidal de Oliveira, o evento é o primeiro da Ordem gaúcha, após a aprovação da Reforma Trabalhista. "Os debates não possuem limites. É preciso criar perspectivas e discutir tudo o que será possível de alternativas, principalmente na área sindical", falou.
Na ocasião, o advogado Henrique José da Rocha, o advogado do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Antônio Vicente Martins, e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho 4ª Região, Claudio Cassou Barbosa, debateram sobre pontos da reforma trabalhista frente à Constituição Federal.
Os palestrantes abordaram alternativas para as alterações nas mudanças legislativas, como contribuição facultativa, a criação de comissão de empregados, prevalência do negociado sob o legislado, entre outras.
Para Rocha, a reforma teve implementação muito rápida, sem discussão com a sociedade e com a classe. "A reforma apareceu como uma reação num contexto socioeconômico, como uma alternativa num cenário de crise. Concordo com a necessidade da atualização das normas, mas há coisas que concordo e discordo, e que ainda geram dúvidas. Qual é o papel das entidades sindicais neste cenário? O que deixa a classe trabalhadora longe dos sindicatos?", propôs a reflexão, o advogado Rocha.
Martins rebateu que a nova lei trabalhista destrói conceitos e merece discussões aprofundadas. "São alterações que transformam nossa atuação profissional dentro do Direito do Trabalho", comentou. "O conceito atual da nova legislação é acabar com o princípio tutelar. Editou uma lei num período de quatro meses, sem qualquer discussão com a sociedade", opinou.
Para o desembargador, a lei produziu uma situação de precarização de direitos trabalhistas. "Há aspectos que não podem ser aplicados, pois há uma série de empecilhos. Discutimos muito isso na Justiça do Trabalho", argumentou Rosa. "É um tema que vai demandar ainda muito trabalho e muitos debates", disse.
Fonte: OAB-RS
Foto: Caroline Tatsch/OAB-RS

A luta por jornadas mais humanas e mais qualidade de vida para os trabalhadores tomou conta das ruas de Porto Alegre.

O Sindec-POA realizou uma ampla ação de fiscalização no comércio de Porto Alegre durante o feriado de Tiradentes, com o objetivo de garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e proteger os direitos dos comerciários e comerciárias.

A delegação da Força Sindical-RS e Fetracos-RS esteve presente em Brasília participando do CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e da grande Marcha das Centrais Sindicais, em mais um momento histórico de mobilização da classe trabalhadora, ocorrida nesta quarta-feira (15).

Acordo assegura aumento acima da inflação e amplia direitos da categoria.
O governo federal lançou o programa de consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT) com a proposta de ampliar o acesso ao crédito e ajudar na organização financeira das famílias.
No mês de março, quando o mundo fala sobre o Dia Internacional da Mulher, nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre - Sindec POA, não queremos prestar homenagens. Queremos assumir responsabilidade.

O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.

Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.

As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.