Inflação de Porto Alegre recua após ficar no topo por duas semanas
por Gabriella Oliveira | IPC-S da Capital passou de 1,01% para 0,83%, aponta FGV.
Após se manter no topo por duas semanas consecutivas entre as sete capitais pesquisadas, a inflação semanal de Porto Alegre, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal da cidade (IPC-S), recuou. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-S da capital dos gaúchos registrou variação de 0,83% na apuração realizada na segunda semana de abril.
O resultado é 0,18 ponto percentual (p.p.) inferior ao primeira prévia do mês, que foi de 1,01%. Porém, a taxa da inflação semanal em Porto Alegre está bem acima da média nacional. No País, o IPC-S teve variação de 0,65% - o que indica 0,06 ponto percentual abaixo da última divulgação, que foi de 0,71%.
Nesta edição, seis das oito classes de despesa componentes do IPC-S apresentaram desaceleração em suas taxas de variação na Capital, entre as quais se destacam os grupos: Vestuário e Alimentação, cujas taxas passaram de 0,62% para 0,04%, e de 1,98% para 1,53%, respectivamente.
A análise mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Comunicação (1,58%), Alimentação (1,53%) e Transportes (0,89%). Mostra também que se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Habitação (0,68%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,49%), Despesas Diversas (0,30%), Vestuário (0,04%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,24%).
IPC-S recua em cinco das sete capitais
O IPC-S recuou em cinco das sete capitais pesquisadas. A maior redução foi observada em Brasília: 0,2 ponto percentual, já que a taxa passou de 0,60% na primeira semana para 0,40% na segunda.
Além de Porto Alegre, a taxa caiu no Recife (0,1 ponto percentual, de 0,44% para 0,34%), São Paulo (0,07 ponto percentual, de 0,52% para 0,45%) e Rio de Janeiro (0,01 ponto percentual, de 0,85% para 0,84%).
As duas cidades que apresentaram alta no IPC-S foram Belo Horizonte (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,63% para 0,71%) e Salvador (0,05 ponto percentual, de 0,85% para 0,9%).
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.