Cesta básica de Porto Alegre fica mais cara em julho de 2012; Dieese também divulga nota sobre salário mínimo necessário
por Jousi Quevedo | O valor da cesta básica representou 52,42% do salário mínimo líquido, contra 48,98% em junho de 2012 e 51,78% em julho de 2011.
Em julho de 2012, a Cesta Básica de Porto Alegre registrou alta de 7,03%, passando de R$ 280,26 em junho de 2012 para os atuais R$ 299,96. A taxa verificada em julho de 2011 foi de -4,64%. No ano, a cesta acumula alta de 8,34% e em doze meses está 15,55% mais cara.
Na avaliação mensal, dez dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos estão mais caros, com destaque para o tomate com alta mensal de 70,43%. Por outro lado, três itens tiveram redução: a batata (-11,24%), a banana (-4,17%) e a manteiga (-0,69%).
No ano, a cesta está 8,34% mais cara. Dos treze itens pesquisados, oito subiram de preço. Os principais aumentos foram verificados no tomate (64,41%), no feijão (23,96%) e na batata (19,05%). Em sentido contrário, cinco produtos estão mais baratos. As principais reduções foram registradas no açúcar (-10,67%) e na manteiga (-7,13%)
Em doze meses, a cesta acumula alta de 15,55%. Nesse período, nove itens estão mais caros, com destaque para o tomate (98,23%), o feijão (29,35%) e a banana (29,10%). No sentido contrário, quatro produtos estão mais baratos, em especial o açucar (-4,74%) e a manteiga (-3,51%).
O valor da cesta básica representou 52,42% do salário mínimo líquido, contra 48,98% em junho de 2012 e 51,78% em julho de 2011.
O trabalhador com rendimento equivalente a um salário mínimo necessitou em julho cumprir uma jornada de 106h 06 min para adquirir os bens alimentícios básicos. Esta jornada é maior do que foi necessário em junho de 2012 (99h e 08min) e julho de 2011 (104h 48 min).
A variação da cesta básica no período do Real ficou em 350,05%, enquanto o INPC no mesmo período variou 318,85% e o Salário Mínimo 860,02%.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”