Centrais sindicais iniciam campanha direta pelo piso regional com deputados do PP
por Jousi Quevedo | Os sindicalistas pediram a agilização no processo de votação do projeto de Lei nº 455/2011, posto que, a contar do dia 28 de fevereiro, o mesmo passará a "trancar" a pauta de votações da Assembleia Legislativa.
Com a presença dos deputados Ernani Polo, Frederico Antunes, Mano Changes, Pedro Westphalen e Silvana Covatti, o líder do partido Progressista (PP), João Fischer, recebeu representantes das centrais sindicais nesta terça-feira. Os sindicalistas pedem o apoio dos parlamentares à votação do projeto que propõe o aumento do piso regional em 14,75%.
O vice-presidente da Fetracos, Dionísio Mazui, representou o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta.
Em documento entregue aos parlamentares pelas centrais sindicais é esclarecido que o reajuste, embora aquém dos valores postulados junto ao governo do Estado, é necessário não só como recomposição salarial, mas também como mecanismo de incentivo ao consumo interno, fundamental para que a economia nacional não sofra com a crise econômica internacional.
O documento, embasado em estudos do Dieese, evidencia que reajustar salários não prejudica a economia do Estado, argumento fortalecido pelo aumento na oferta de empregos no Rio Grande do Sul em 2011.
Os sindicalistas pediram agilidade no processo de votação do projeto de Lei nº 455/2011, posto que, a contar do dia 28 de fevereiro, o mesmo passará a trancar a pauta de votações da Assembleia Legislativa. Mazui questionou a pesada carga tributária brasileira que, em seu entedimento, diminui a competitividade no país. "O que custa mais caro, os salários ou os impostos?", questionou.
Segundo Mazui, os salários são produtivos, ajudam a construir uma economia forte, enquanto os impostos penalizam trabalhadores e o próprio setor produtivo.
A agenda propositiva das centrais Sindicais prossegue nesta quarta-feira em audiências com deputados e lideranças do PSB, PCdoB e PSDB. Na quinta-feira, dia 16, é a vez da bancada do PT receber as centrais sindicais. Todas as audiências precedem a audiência que será realizada no dia 27 de fevereiro, segunda-feira, com o governador Tarso Genro.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.