por Jousi Quevedo | Secretário-geral do Sindec-POA e vereador eleito, Clàudio Janta, aborda a problemática da saúde pública em artigo.
Não é difícil perceber, mas é triste constatar - a Saúde em Porto Alegre continua em segundo plano. Nesta semana vimos a repetição de um cenário que está se firmando como constante na nossa cidade, com emergências lotadas, atendimento sem dignidade e descaso total com a vida das pessoas.
O pior de tudo é que a situação se perpetua e nada é feito para mudar. Nosso prefeito Fortunati foi aprovado pelo povo, com 65% dos votos, porque Porto Alegre confia e acredita na sua vontade de fazer. Mas, nas mesmas eleições, Porto Alegre mostrou rejeição ao governo, insatisfeita com a falta de resultados das secretarias, optando por um legislativo de oposição, não apenas partidária, mas propositiva.
A decisão de manter a administração da secretaria da Saúde resume-se numa afronta à esperança das pessoas. Um desrespeito com todos que são maltratados pelo sistema e que ainda acreditaram na mudança, como a mãe que percorre mais de quatro unidades de saúde diferentes para conseguir atendimento para o filho especial, o morador que tem atendimento negado no posto ao lado de casa por ser considerado de uma zona diferente e a senhora que esperou seis anos para conseguir uma consulta com um especialista. Parece absurdo, mas as histórias destas três pessoas são reais e, certamente, parecidas com a de muitos outros porto-alegrenses que querem que Saúde seja prioridade. E isto não se trata apenas de garantir leitos nos hospitais, mas também de se trabalhar a prevenção, de garantir que os Postos de Saúde permaneçam abertos e que haja atendimento.
Sabemos que o problema da Saúde é nacional. Faltam médicos em todo o Brasil e a solução óbvia da importação de mão-de-obra qualificada, tão difundida nos demais setores, não é aplicada. Os estrangeiros já ajudam a construir nosso país, através da engenharia e tantas outras ciências. Muitos dos nossos médicos preparam-se no exterior, especializando-se por meio de pós-graduações e doutorados, então por que não podemos aceitar diplomados de fora? Poderíamos suprir a demanda de médicos liberando os cubanos, que têm a medicina mais avançada do mundo, por exemplo, para atenderem o nosso povo.
Assim como no país, a demanda da Saúde na nossa cidade exige um planejamento em longo e médio, mas também a curto prazo. Porto Alegre deve estar preparada para implementar soluções locais de imediato. É inadmissível que tenhamos unidades de Saúde inoperantes. Além do juramento, o médico é um servidor público, com uma jornada de trabalho estabelecida e deve ser fiscalizado. Cabe ao governo dar condições para que isso aconteça e cabe à sociedade civil exigir que isso ocorra.
Ninguém tem hora marcada para ficar doente e o atendimento médico é direito de todos nós. Saúde é uma necessidade permanente, por isso Posto de Saúde deve, sim, funcionar 24h. Por esta batalha, pelo direito à vida, pelo bem-estar próprio e das nossas famílias, que devemos exigir dos representantes eleitos, da administração municipal e dos médicos a legitimação deste direito. Vamos à luta!
Clàudio Janta - presidente regional da Força Sindical e secretário-geral do Sindec-POA.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”