Acontecimentos no mercado que afetam os comerciários.
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Feriados trarão ao comércio perdas de R$ 15,5 bilhões em 2015, aponta CNC
por Ligiane Brondani | no ano passado, além do meio expediente na quarta-feira de cinzas (5 de março) e também em 15 de novembro,(sábado), outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias úteis para o comércio.
Na avaliação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) o excesso de feriados ao longo deste ano, muitos dos quais em datas imprensadas com os finais de semana, vai impor ao comércio brasileiro "prejuízos na lucratividade" de cerca de R$ 15,5 bilhões, em 2015 - resultado 22,5% maior que em 2014, já descontada a expectativa de inflação prevista para 2015.
Além do menor número de dias úteis no ano corrente, contribui para o agravamento das perdas decorrentes do maior número de feriados a crescente relação folha de pagamento/receita operacional no comércio brasileiro em curso desde 2009", mostra CNC.
A entidade lembra que no ano passado, além do meio expediente na quarta-feira de cinzas (5 de março) e também em 15 de novembro,(sábado), outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias úteis para o comércio. "Em 2015 o maior número de interrupções ocorrerá em função de dez feriados integrais entre segundas e sextas-feiras, além do meio expediente da quarta-feira de cinzas (18 de fevereiro)".
Para a CNC, além de perdas parciais de vendas - parte dessas transações são concretizadas antes ou após os dias não úteis -, o fechamento dos estabelecimentos ou a opção pela abertura das lojas em dias não úteis "compromete a lucratividade do setor por meio da elevação extraordinária dos custos trabalhistas decorrentes das operações nesses dias".
As estimativas da CNC baseadas nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam para a primeira queda do varejo ampliado nos últimos dez anos.
A entidade ressalta, ainda - com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged) - que no ano passado a ocupação e o rendimento médio real dos trabalhadores formais do comércio cresceram, respectivamente, 2,0% e 1,8%. "Com isso a massa de rendimentos do setor acusou expansão de 3,8%, maior que o volume de vendas em 2014, mantendo a tendência de crescimento da relação folha de pagamentos/receita operacional líquida, o que vem acontecendo desde 2009.
No mês de março, quando o mundo fala sobre o Dia Internacional da Mulher, nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre - Sindec POA, não queremos prestar homenagens. Queremos assumir responsabilidade.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.