A negociação coletiva como alavanca para o trabalho decente é destaque na CEETD Santa Maria
por Jousi Quevedo | Maria Tereza apresentou a incidência de cláusulas ilegais, que afrontam a legislação, como a limitação à estabilidade da gestante, em contrariedade à Constituição Federal.
A valorização das negociações coletivas e seu efeito concreto na busca do trabalho decente foi o tema da abertura da plenária regional de Santa Maria, realizada dia 27/09, na Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (EMAI). No evento em que a Força Sindical foi representada pelo engenheiro civil Lélio Falcão, Maria Tereza Grillo Pedroso de Albuquerque, Chefe de Relações de Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no RS, acompanhou as conferências regionais em Caxias do Sul, Santo Ângelo e Pelotas e destacou que a busca da prática do trabalho decente passa pela valorização da negociação coletiva. Segundo ela, essa é a ferramenta eficaz para o alcance de oportunidades iguais para todos e a conseqüente diminuição das diferenças; qualificação profissional; construção do ambiente adequado de trabalho; eliminação do trabalho degradante, assim como os eixos listados no regimento interno da conferência.
A representante do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontou a existência de aproximadamente mil entidades sindicais de trabalhadores com capacidade para negociar e 439 de natureza patronal e lamentou a existência de entidades que ainda não possuem registro legal no MTE, sem a legitimidade de propor a negociação coletiva e produzir acordos e convenções coletivas de trabalho. Ela condenou a assinatura de termos que limitam direitos ou simplesmente reproduzem o que já está convencionado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sem tirar proveito da oportunidade de evoluir na negociação.
Maria Tereza apresentou a incidência de cláusulas ilegais, que afrontam a legislação, como a limitação à estabilidade da gestante, em contrariedade à Constituição Federal; homologação de rescisão contratual condicionada; preferência à admissão de empregados que sejam associados à entidade sindical, o que constitui ato de discriminação; redução de intervalo de jornada, em situações que não são permitidas; limitação da estabilidade do acidentado, quando a lei já garante a estabilidade por doze meses; trabalho em feriados, sem a devida negociação coletiva; participação nos lucros e resultados da empresa; marcação do ponto, sem considerar os períodos anterior e posterior à jornada; licença apenas para a mãe acompanhar o filho em consultas médicas, em discriminação de gênero que não é mais permitida; condição de uma decisão judicial reconhecendo a união estável, absolutamente contrária à legislação; redução de aviso prévio; permissão para que o empregado se afaste para receber o PIS ou a redução do intervalo sem a prévia inspeção e autorização dos técnicos do MTE, entre inúmeros exemplos de cláusulas equivocadamente incluídas nos acordos e convenções coletivas de trabalho.
A Chefe de Relações de Trabalho de SRTE/RS ressaltou que, independente da realização da Conferência Estadual do Trabalho Decente, através da negociação coletiva, é possível alcançar esse que é um objetivo de toda a sociedade. Entre as metas da Conferência, ela notou a presença de posições históricas para empregados e empregadores, apostando numa postura propositiva de ambos em torno de tais desavenças, "para que não se perca de vista o foco", assinalou. Conforme disse, a conferência regional tem o papel de propor ações concretas para debater na Conferência, no final de outubro, em Porto Alegre, e - posteriormente - para a Conferência Nacional, marcada para maio de 2012, em Brasília. Ela indagou sobre o que a Região Central do estado vai apresentar no evento estadual, sem se deter em pontos divergentes e perseguindo o consenso. "Há posições divergentes, mas também interesses comuns", concluiu a palestrante.
A Campanha Salarial 2025/26 foi oficialmente iniciada na noite da última quinta-feira (28), durante Assembleia Geral, ocorrida de forma híbrida; na sede do sindicato e online através da plataforma digital ZOOM.
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre convoca os comerciários e comerciárias para a primeira Assembleia da Campanha Salarial 2025/26, que ocorrerá em formato híbrido no dia 28 de agosto (quinta-feira), às 19h.
Nesta segunda-feira (4), Porto Alegre foi palco de um importante ato em defesa da classe trabalhadora, reunindo lideranças políticas e sindicais no debate sobre pautas urgentes para o país.
Na manhã de quinta (24), a sede do sindicato foi palco do lançamento oficial da campanha do Plebiscito Popular 2025 promovido pela Força Sindical do Rio Grande do Sul.
O sindicato acaba de lançar seu novo aplicativo oficial, uma ferramenta moderna que coloca as principais informações, serviços e novidades na palma da mão dos trabalhadores.
Na tarde desta segunda, 7 de julho, o Sindec deu mais um passo importante na luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com a entrega de 10.249 assinaturas do abaixo-assinado em apoio ao PL 67/2025, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS).