Sindec: 94 anos de união e lutas
Há noventa e quatro anos, um grupo de trabalhadores decidiu que defender direitos não era uma tarefa individual. Era um compromisso coletivo.

Justamente em um momento que o Rio Grande do Sul precisa de desenvolvimento, crescimento econômico e aumentar o poder de compra, o governo estadual encaminha para a Assembleia Legislativa um projeto que propõe o aumento do salário mínimo regional em 9,6% - índice muito INFERIOR à inflação do período, que foi de 11,38%.
O mínimo regional tem cinco faixas salariais, que atualmente variam de R$ 1.006,88 a R$ 1.276, conforme o segmento profissional. Com esta proposta de reajuste os rendimentos ficariam entre R$ 1.103,66 e R$ 1.398,65.
Nesse início de 2016 o povo com certeza já conhece vários itens que vão pesar no custo de vida da população durante o ano. Um deles é o gasto com transportes, que é importante no orçamento das famílias, para trabalhar e para deslocamento. É preciso considerar que algumas cidades já fizeram aumentos relativamente fortes nas passagens dos ônibus urbanos. Ou seja, o início do ano já concentra alguns reajustes expressivos e de peso no bolso das famílias.
O governo não leva em consideração os mais de 1,3 milhão de trabalhadores e trabalhadoras, tanto de empregos formais quanto informais, que estão vendo seus salários sacrificados na velocidade do aumento da inflação, já que os produtos, serviços e impostos disparam de forma exorbitante.
Várias categorias recompuseram a inflação e ainda conquistaram o aumento real, como por exemplo os comerciários de Porto Alegre. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) o ganho real esteve presente em 76% das negociações coletivas do RS no 1º semestre de 2015, ainda que existem enormes dificuldades, como a elevação dos índices de inflação no ano, o recuo da atividade econômica no Brasil e Rio Grande do Sul e o agravamento da incerteza política e econômica. Os ganhos reais de salários possibilitam a ampliação do nível de renda das famílias, e têm sido o pilar da melhoria da distribuição de renda no Brasil nos últimos anos.
Na hora de recompor a defasagem, quem mais sofre são os trabalhadores, justamente as pessoas que mais precisam da proteção do Estado. Sabemos que um salário digno reflete em efeitos imediatos no nível de bem-estar das famílias, sobretudo na saúde, educação, alimentação e habitação.
Nossos governantes precisam parar de enganar as pessoas, realizar mídia enganosa e desprezar quem trabalha e contribui para este Estado. O governo estadual e a ALRS devem tratar com clareza as questões que influenciam diretamente na vida dos trabalhadores.
Há noventa e quatro anos, um grupo de trabalhadores decidiu que defender direitos não era uma tarefa individual. Era um compromisso coletivo.

Na noite desta segunda-feira (29 de junho), os comerciários e comerciárias aprovaram a prestação de contas do exercício de 2025 e o parecer do Conselho Fiscal do Sindec-POA, durante Assembleia realizada em formato híbrido, com participação presencial e virtual.

O presidente do Sindec-POA, Nilton Neco, participou, representando a Força Sindical, da reunião de encerramento do Grupo de Trabalho Tripartite do Comércio Varejista, promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que debateu o aperfeiçoamento da Portaria MTE nº 3.665/2023, responsável por regulamentar o trabalho no comércio aos feriados.

Na próxima segunda-feira (29) o Sindec-POA vai realizar a Assembleia de Prestação de Contas do exercício 2025.

A mobilização do Sindec-POA pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1 segue ganhando força nas ruas, nas redes e agora também no som da luta da classe trabalhadora.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a debater a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 está realizando, antes da votação da PEC, uma série de Seminários Públicos regionais em diferentes estados do país.

A luta por jornadas mais humanas e mais qualidade de vida para os trabalhadores tomou conta das ruas de Porto Alegre.

O Sindec-POA realizou uma ampla ação de fiscalização no comércio de Porto Alegre durante o feriado de Tiradentes, com o objetivo de garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e proteger os direitos dos comerciários e comerciárias.

A delegação da Força Sindical-RS e Fetracos-RS esteve presente em Brasília participando do CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e da grande Marcha das Centrais Sindicais, em mais um momento histórico de mobilização da classe trabalhadora, ocorrida nesta quarta-feira (15).

Acordo assegura aumento acima da inflação e amplia direitos da categoria.