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Trabalhadores e empregadores manifestam preocupação com concorrência desleal da China no mercado interno
por Jousi Quevedo | Menos impostos e mais empregos foram questões de consenso discutidas no evento.
A tribuna foi aberta para representantes da bancada dos empregadores e para a bancada dos trabalhadores se manifestarem. Muitos trabalhadores falaram também pela bancada dos patrões, especialmente alguns que demonstraram receio com mudanças e qualificação que possam prejudicar seus empregos. O avanço da China e dos produtos chineses foi mencionado várias vezes por trabalhadores das duas bancadas. Outro tema que teve concordância dos dois lados foi a necessidade urgente da redução da tributação, com menos juros e mais condições de emprego.
Luciano Flores, representante de entidade patronal, falou da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas. Ele expôs o receio de geração da inflação e da possibilidade de onerar as empresas com mais encargos se as horas forem diminuídas, mas concordou que a mudança pode aumentar o número de vagas.
Ricaro de Oliveira (CUT), representante dos trabalhadores, destacou que a redução da jornada é necessária, porque não se pode pensar apenas no lucro, mas na qualidade de vida das pessoas. Ele lembrou que a falta a ratificação das convenções da OIT e comentou o problema da perseguição aos sindicalizados.
Da bancada dos trabalhadores, Dionísio Mazui, vice-presidente da Fetracos e sindicalista da Força Sindical, pediu atenção para a construção da agenda para o Trabalho Decente. Ele questionou se o parlamento brasileiro está ciente desta discussão dos entes tripartites.
Nosso desafio na Força Sindical é como gerar emprego com qualidade, como efetivamente vamos colocar em prática metas para o Trabalho Decente", disse. O sindicalista falou ainda que é notável a precarização do Ministério do Trabalho e cobrou alternativas reais para a classe trabalhadora.
Falta diminuir tributação, gerar emprego, renda, sabemos todos os diagnósticos, mas necessariamente dependemos da vontade política de nossos governantes, que depois de eleitos nos esquecem", criticou.
Leonildo, do Sindilojas Santa Rosa, pediu a desoneração da tributação para que as empresas tenham sobrevida para crescerem e gerarem mais emprego.
Marcelo Furtado, da Força Sindical, falou que o trabalhador é uma pessoal social e não pode ficar escravo, por isso a importância das 40 horas. Ele pediu o fim do banco de horas e foi aplaudido.
Lélio Falcão lembrou ainda que o Trabalho Decente contempla moradia, educação e segurança, questõoes que devem ser incorporados aos debates. "Estamos numa luta muito dura com a questão dos juros e dos royaltes, dos impostos, que majora sobremaneira, impedindo a geração de emprego e renda no Brasil", disse, destacando ainda que a corrupção retira muito do que poderia ser revertido para o Trabalho e a Saúde.
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a debater a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 está realizando, antes da votação da PEC, uma série de Seminários Públicos regionais em diferentes estados do país.
O Sindec-POA realizou uma ampla ação de fiscalização no comércio de Porto Alegre durante o feriado de Tiradentes, com o objetivo de garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e proteger os direitos dos comerciários e comerciárias.
A delegação da Força Sindical-RS e Fetracos-RS esteve presente em Brasília participando do CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e da grande Marcha das Centrais Sindicais, em mais um momento histórico de mobilização da classe trabalhadora, ocorrida nesta quarta-feira (15).
O governo federal lançou o programa de consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT) com a proposta de ampliar o acesso ao crédito e ajudar na organização financeira das famílias.
No mês de março, quando o mundo fala sobre o Dia Internacional da Mulher, nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre - Sindec POA, não queremos prestar homenagens. Queremos assumir responsabilidade.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.