Reunião das centrais sindicais na SRTE/RS marca início de trabalho conjunto
por Jousi Quevedo | Dirigentes das centrais apresentaram demandas e demonstraram afinidade com propostas da Superintendência.
A manhã desta segunda-feira simbolizou o início de um novo ciclo para os trabalhadores gaúchos. Dirigentes das centrais sindicais reuniram-se com o novo Superintendente do Trabalho e Emprego do Estado, o diretor licenciado do Sindec, Claudio Correa, para debater diretrizes e demandas. "Pretendemos trabalhar em parceria, pelo interesse da legalidade e dos trabalhadores", afirmou Correa, ao iniciar a reunião.
Dentre os principais pontos levantados pelos representantes das centrais, a atuação do órgão na fiscalização das condições de trabalho foi preponderante. Conforme o auditor-fiscal do Trabalho Marco Antônio Ballejo Canto, que participou do encontro, a defasagem do quadro de funcionários e a falta de investimentos com auditoria fiscal dificultam promoção de melhorias efetivas nas relações de trabalho. "O que o Brasil gasta com a auditoria é menos de 0,25 milésimos do PIB por ano", declarou.
Para o presidente estadual da Força Sindical, Clàudio Janta, falta de pessoal no quadro do Ministério do Trabalho e Emprego é reflexo da falta de proposições do órgão. "Não adianta o governo aprovar uma série de estatutos se não houver estrutura para fiscalizar. Cabe a nós brigar por esta estrutura", opinou. Para os dirigentes, os altos índices de acidentes de trabalho também refletem a falta de estrutura. "Não pode mais haver este número de mortes e acidentes que muitas vezes nem sabemos que acontecem porque não são considerados acidentes de trabalho", acrescentou.
Preocupado com a questão, o Superintendente convidou todas as centrais para atuar na elaboração da campanha Pacto Pela Vida, a ser apresentado na data da posse, que acontece no próximo dia 11 de junho. "Precisamos que haja uma atuação junto com o movimento sindical para que possamos fazer este combate, nos fortalecermos e baixarmos essas estatísticas de acidentes de trabalho", explicou. Correa afirmou ainda que a intensificação do trabalho contra a informalidade precisa ser reforçada pelo MTE, encerrando com o convite às centrais para reuniões mensais de avaliação do andamento das ações do Ministério e da Superintendência do RS.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”