Pesquisa da Fecomércio revela crescimento da renda e da confiança das famílias gaúchas
por Jousi Quevedo | Conforme o levantamento, que ouviu 600 famílias em Porto Alegre, a segurança em relação ao emprego atual apresentou uma expansão de 15% na comparação com o mesmo período de 2011.
O consumidor gaúcho está mais seguro em relação à estabilidade no emprego, aposta numa melhor perspectiva profissional e afirma ter aumentado sua renda familiar. Esses dados estão expressos na edição de agosto da pesquisa ‘Intenção de Consumo das Famílias gaúchas’, promovida pela CNC e divulgada nesta terça-feira (28) pela Fecomércio-RS.
Conforme o levantamento, que ouviu 600 famílias em Porto Alegre, a segurança em relação ao emprego atual apresentou uma expansão de 15% na comparação com o mesmo período de 2011. O indicador de perspectiva profissional também foi positivo, com um aumento de 19,4% em relação ao mês anterior e de 45% quando comparado a agosto do ano passado. Quanto à renda atual das famílias, houve uma alta de 6% comparativamente a julho de 2012 e de 9,6% em relação a agosto de 2011.
Este dado está alinhado com o revelado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que demonstra a expansão real dos rendimentos, especialmente na comparação com o mesmo período do ano passado", destaca Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS.
Esse quadro se reflete também numa pequena recuperação do indicador referente ao nível de consumo atual. Embora permanecendo no campo do pessimismo, com uma queda de 11,3% em relação a agosto do ano passado, a pesquisa mostrou que neste mês o nível de consumo registrou uma expansão de 2,9% em comparação com julho.
No que se refere às compras a prazo, houve um aumento de 3,9% em relação a julho e de 12,2% relativamente a agosto de 2011. "A melhora na comparação interanual decorre da redução da taxa básica de juros e dos spreads bancários, capitaneados pelos bancos públicos, que diminuem as taxas de juros aos tomadores finais", comenta Zildo De Marchi.
Quanto à perspectiva de consumo, o levantamento mostrou uma queda de 3,3% em relação ao mês anterior e um aumento de 9,4% na comparação com agosto de 2011. Do total de entrevistados, 35,1% consideram que o consumo no segundo semestre de 2012 deverá ser melhor do que em igual período do ano passado. Em julho, a pesquisa mostrou que esse percentual era de 38%.
Isso demonstra que as pessoas estão acreditando menos no processo de recuperação econômica no próximo semestre, o que arrefece as intenções de consumo", conclui Zildo De Marchi.
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