Palestra sobre Reforma Trabalhista reúne entidades da Central no Sindec
por Gabriella Oliveira | Debate aconteceu no auditório do Sindec na última sexta-feira, 01.
Na última sexta-feira (1) a Central, em parceria com a Federação dos Comerciários – Fetracos/RS; e Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre, promoveu a palestra "Desafios do Movimento Sindical com a Reforma Trabalhista". O tema foi ministrado pelo Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.
Os trabalhos foram coordenados pelo diretor da Central e do Sindec-POA, Valdir Lima, que também é coordenador regional do Dieese. Na abertura, a economista do Departamento, Daniela Sandi, fez uma breve apresentação sobre o cenário econômico e as perspectivas para negociações salariais no Estado.
Logo na sequência o palestrante iniciou sua explanação. Em sua fala, Clemente destacou que a partir de novembro a nova legislação entra em vigor e que as entidades sindicais precisam estar preparadas, pois será um desafio muito grande. "A negociação passa a ter outra lógica. Do ponto de vista sindical, retiraram o poder de o sindicato negociar. São mais de 300 alterações na CLT e a Justiça do Trabalho está irreconhecível", afirmou.
O especialista indicou três pontos cruciais nas mudanças: destruição do poder de negociação do sindicato; fim do imposto sindical, o que afetará em média 2/3 da receita das entidades e a abertura de precedente para a formação de sindicato por empresa.
Finalizando o debate, Clemente aprontou três tarefas que considera ser o primeiro passo que as entidades sindicais devam seguir. "Primeiro deve-se ter uma estratégia de resistência institucional. Constituir uma disputa de intervenção no Congresso Nacional; também intensificar a luta junto com o Ministério Público e a Justiça do Trabalho e reorganizar profundamente as nossas campanhas salariais, para que tenhamos uma força transformadora da categoria", disse.
Para que isso aconteça, ele acredita que é necessário um passo político no processo. "As centrais precisam ser mais tolerantes com as suas diferenças; será fundamental um esforço para recuperar a capacidade de diálogo", concluiu.
A mobilização do Sindec-POA pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1 segue ganhando força nas ruas, nas redes e agora também no som da luta da classe trabalhadora.
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a debater a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 está realizando, antes da votação da PEC, uma série de Seminários Públicos regionais em diferentes estados do país.
O Sindec-POA realizou uma ampla ação de fiscalização no comércio de Porto Alegre durante o feriado de Tiradentes, com o objetivo de garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e proteger os direitos dos comerciários e comerciárias.
A delegação da Força Sindical-RS e Fetracos-RS esteve presente em Brasília participando do CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e da grande Marcha das Centrais Sindicais, em mais um momento histórico de mobilização da classe trabalhadora, ocorrida nesta quarta-feira (15).
O governo federal lançou o programa de consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT) com a proposta de ampliar o acesso ao crédito e ajudar na organização financeira das famílias.
No mês de março, quando o mundo fala sobre o Dia Internacional da Mulher, nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre - Sindec POA, não queremos prestar homenagens. Queremos assumir responsabilidade.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).