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Nota Técnica: Confiança de Serviços cai pela quinta vez consecutiva
por Jousi Quevedo | Pela quinta vez consecutiva, a confiança dos empresários do setor apresentou uma considerável queda.
Segundo a Sondagem de Serviços, divulgada pela FGV, a confiança dos empresários do setor apresentou a quinta queda consecutiva, ao recuar 0,7% entre novembro e dezembro, passando de 128,9 para 128,0 pontos, menor nível desde outubro de 2009 (126,0). Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o índice situa-se 3,5% abaixo.
A redução da confiança foi influenciada por expectativas menos favoráveis em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-S) recuou 2,5%, ao passar de 138,4 para 134,9 pontos, o menor patamar desde junho de 2009 (130,2). Já em comparação com o mesmo mês de 2010, a retração foi de 0,5%. Ainda, acerca do IE-S, a proporção de empresas que preveem aumento da demanda passou de 44,5% para 40,9%, enquanto a parcela das que esperam queda aumentou, de 8,6% para 9,8%. Em sentido contrário, o Índice da Situação Atual (ISA-S), teve expansão de 1,4%, no mês, atingindo 121,2 pontos, o maior nível desde abril de 2011 (121,8), contudo, 6% abaixo de dezembro do ano passado (128,9). Para o ISA-S, 29,6% das empresas consultadas, consideram a demanda atual como forte, frente a 26,5% em novembro. Já as que consideram fraca, representam 14,9%, contra 15,3% no mês anterior.
Embora as retrações sucessivas na Confiança de Serviços, reflexo da desaceleração esperada para o setor, esta permanece acima dos 100 pontos, o que demonstra otimismo por parte dos empresários de Serviços. Para esse ano, esperamos que o índice permaneça em valor semelhante ao atual, com provável decréscimo no primeiro semestre, embora não substantivo. A depender do desempenho da atividade econômica, a qual projeta-se melhor desempenho a partir do segundo semestre, poderemos verificar acréscimo na confiança a partir de meados do ano.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
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