Nilton Neco palestra no Encontro Estadual da Fetracos-RS
por Ligiane Brondani | O dirigente explicou que durante a última reunião do Secretariado, foi aprovada que a Força Sindical, junto com as demais centrais, participe da elaboração de uma pauta nacional da categoria.
Encerrando as atividades do encontro da Fetracos-RS, Nilton Neco, Presidente do Sindec-POA, Secretário do Sentracomserv e Secretário Nacional de Relações Internacionais da Força Sindical, palestrou sobre a pauta unificada dos comerciários do Brasil.
Iniciando o debate, Neco falou sobre os compromissos internacionais que participou durante o ano, onde representou os comerciários da Força Sindical, destacando que na conferência realizada em Genebra, as centrais encaminharam uma ação junto a OIT em relação à interferência do Ministério Público nas centrais sindicais do Brasil.
Este é um ponto de avanço, pois sabemos que o Ministério Público não quer conversa e inclusive já entrou com ação proibindo o recolhimento da contribuição sindical confederativa dos não associados. A OIT acolheu nossa reinvindicação e iremos negociar nessa mesa que reunirá MP, TST, Governo Federal e as Centrais", explicou.
Pauta unificada
Neco falou sobre a recomposição do Secretariado Nacional dos Comerciários da Força Sindical, ocorrida neste ano. "Assumimos o secretariado com o compromisso, não só de ter uma pauta unificada dos comerciários a nível de Brasil, como também de construir um site, que já está no ar e agrega informações dos sindicatos dos comerciários filiados à Central em todo o Brasil", disse.
O dirigente explicou que durante a última reunião do Secretariado, foi aprovada que a Força Sindical, junto com as demais centrais, participe da elaboração de uma pauta nacional da categoria que será entregue a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) e às autoridades governamentais (presidência da República, além dos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado).
A pauta de reivindicações dos comerciários conterá, dentre outras, três reivindicações que afetam a categoria em âmbito nacional. O horário de trabalho, pois em muitos locais a jornada chega até 10 ou 12 horas por dia; o estabelecimento do piso nacional e a regulamentação do trabalho aos domingos e feriados.
No mês de março, quando o mundo fala sobre o Dia Internacional da Mulher, nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre - Sindec POA, não queremos prestar homenagens. Queremos assumir responsabilidade.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.