Negociações coletivas abrem a sessão de painéis do Seminário Força Sul; Diretores do Sindec participam
por Jousi Quevedo | Sindicalistas do RS, SC e PR acompanham palestras da manhã na Praia de Ingleses em Florianópolis.
A mesa da manhã iniciou sendo composta por todos os presidentes das central na Região Sul. Em seu discurso, Clàudio Janta, presidente da Força Sindical-RS, afirmou as vitórias dos trabalhadores depois da pressão em Brasília para chamar a atenção dos sindicalistas da importância de se manterem mobilizados. "Conseguimos acima de tudo a aprovação da Emenda 29, que obriga o estado a destinar recursos para a Saúde. Essa vitória é do movimento sindical. E hoje, neste evento, viemos nos capacitar, saber o que está acontecendo no país e no mundo, saber quando chegar numa empresa o que dizer aos trabalhadores nas portas de fábrica", destacou, sendo aplaudido por todos.
O painel Negociações Coletivas, com Iraci da Silva Borges, começou com o palestrante instigando todos a pensar o que significa a palavra sindicato, como o representante de alguém ou algo e justiça social. "Compilei uma que diz muito do que vamos conversar aqui. Sindicato é uma forma de organização de pessoas físicas e jurídicas que figurem como sujeito nas relações coletivas de trabalho, ou seja, uma entidade que age nas relações coletivas de trabalho pela excelência", definiu. Segundo Iraci, portanto a maior razão de ser do sindicato é a negociação coletiva. Sindicalismo de resultados é uma ação sindical voltada para o controle das condições gerais de trabalho, afirmou o palestrante ao citar sociólogo francês.
Iraci realizou uma palestra sobre a evolução do sindicalismo no mundo. "O histórico nos mostra que temos que nos aprimorar no sindicalismo de resultado, porque é hegemônico no Brasil. É uma obrigação do sindicato buscar resultados para ter a mudança de correlação entre empregado e empregador", disse. Também foi citado o sindicato cidadão que mostra ao trabalhador como ser um instrumento útil ao cidadão na transformação social, explicou o palestrante. Na década de 80, os sindicatos investiram neste perfil, o que se seguiu nos anos 90. "O sindicato tinha que ser respeitado pelos patrões e querido pelos trabalhadores, esse foi um enfoque trabalhado. Isso começou a modificar a figura do sindicalismo", afirmou, contando que a mudança maior ocorreu em 1994 no Brasil. Nesse ano, houve a oportunidade dos sindicatos exercerem sua efetiva identidade, sem se restringir a mero mobilizador de "vaquinhas", influindo nas negociações coletivas.
Iraci contou ainda como a participação dos trabalhadores nos lucros e resultados (PLRs) foi conquistada. "No sindicato começamos a discutir os bancos de horas desde que vinculados à implantação da participação nos lucros", disse, relembrando atuações dos metalúrgicos do Paraná. A negociação anual e unificada não era do interesse dos trabalhadores vinculados às grandes empresas. Dessa maneira, foram escolhidas 15 empresas para realizar um trabalho de força para negociação, contou Iraci, sobre os episódios da negociação dos metalúgicos do Paraná, abordados para ilustrar as evoluções das negociações coletivas no país.
O fortalecimento dos sindicatos é o que efetivamente traz vantagens aos trabalhadores, afirmou Iraci.
A presidente do Sec/Guaíba, Ivone Simas, participou da mediação da mesa junto com o diretor da Força SC Ari Alano.
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