Inflação oficial varia 1,27% em janeiro e começa ano em alta
por Ligiane Brondani | A inflação em 2016 começou o ano mais alta do que em 2015, quando registrou variação de 1,24% em janeiro.
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve variação de 1,27% em janeiro de 2016, divulgou nesta sexta-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A taxa do primeiro mês do ano representa uma aceleração da inflação em relação a dezembro, quando foi de 0,96%.
A inflação em 2016 começou o ano mais alta do que em 2015, quando registrou variação de 1,24% em janeiro. Em 12 meses, a inflação acumula uma variação de 10,71% - patamar superior ao que foi verificado no fim de 2015, quando registrou 10,67%. A variação é superior ao teto da meta do governo federal, de 6,5%.
O IPCA mede a variação de preços que afeta famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos, em 11 regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília), e nas cidades de Goiânia e Campo Grande.
Inflação para famílias de menor renda sobe para 1,51% em janeiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) aumentou 0,61 ponto percentual em relação ao fim de 2015 e fechou janeiro em 1,51%. Divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador se refere a famílias com renda de um a cinco salários mínimos que moram em casas chefiadas por assalariados.
Em 12 meses, a inflação acumulada no INPC subiu de 11,28% para 11,31%, já que a taxa registrada em janeiro do ano passado, de 1,48%, era menor que a deste ano. O aumento de preços foi constatado tanto nos produtos alimentícios, em que a inflação passou de 1,60% para 2,41%, quanto nos não alimentícios, em que a taxa subiu de 0,59% para 1,11% de dezembro para janeiro.
A alta dos ônibus urbanos no Rio de Janeiro levou a cidade a registrar o maior INPC de janeiro, com 2,37%, contra 1,16% em dezembro. Entre as 13 regiões pesquisadas, 12 registram em janeiro inflação acumulada em 12 meses maior que 10%. A mais elevada foi em Curitiba, com 13,27%, e a menor em Belo Horizonte, com 9,89%.
O Sindec-POA expressa seu posicionamento em relação à decisão do Governo Federal de prorrogar por mais 90 dias a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, que regulamenta o trabalho em feriados no setor do comércio.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.