Sindec: 94 anos de união e lutas
Há noventa e quatro anos, um grupo de trabalhadores decidiu que defender direitos não era uma tarefa individual. Era um compromisso coletivo.

Lais Abramo, diretora geral da OIT no Brasil, dividiu sua palestra na conceituação do Trabalho Decente e seu surgimento na Organização Internacional do Trabalho (OIT), passando pela trajetória no Brasil desta perspectiva e por fim apresentou os números referentes ao Trabalho Decente.
O conceito, formalizado em 1999, tem a missão de promover oportunidades para que homens e mulheres possam garantir condições dignas de emprego, trabalho e renda. "Se o emprego não estiver associado à proteção social, direitos e com diálogo social não há Trabalho Decente", disse. Lais citou ainda a inclusão e o respeito racial, sexual e moral como fatores indispensáveis para ambientes de Trabalho Decente. "O TD é multidimensionl", explicou. Os Direitos Fundamentais no Trabalho presentes na Declaração sobre os Direitos e Princípios Fundamentais propostos pela OIT são: a liberdade sindical, o combate ao trabalho infantil e escravo, e equidade de condições de emprego.
A agenda do TD veio como resposta ao desemprego, à situação de pobreza, na promoção do desenvolvimento dos países. Outro conceito importante listado por Lais é o desenvolvimento sustentável adotado pela Conferência Internacional do Trabalho (CIT) em 2007. "Esse instrumento enfatiza o papel do setor privado para os desafios do desenvolvimento, incluindo geração de emprego. Sem empresas sustentáveis não há TD e não há TD sem empresas sustentáveis. É importante a vinculação entre estes dois conceitos", destacou.
No Brasil, o TD foi assumido como compromisso pelo então presidente Lula e o Diretor Geral da OIT em junho de 2003. Dentre as prioridades do TD, está o fortalecimento dos atores tripartites e o diálogo social como ferramenta de governabilidade democrática. A agenda do TD começou a ser operacionalizada no país em 2006. "Os estados tem contribuído em propor a criação de agendas locais", disse Lais.
O Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente, outro braço do TD, foi assentado nos princípios da Agenda do Trabalho Decente. Outra proposta, disse Lais, é a construção da Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude, que vem ocorrendo desde 2010.
Entre os resultados positivos do TD, Lais citou a redução da pobreza e da desigualdade social, diminuição do desemprego, aumento da formalidade e da cobertura da previdência social.
A palestrante apresentou dados sobre a taxa de desemprego no RS, que é inferior à média nacional (PNAD, 2009), para ilustrar o debate.
Comparado com o Brasil, o RS tem 6,3% enquanto o país apresenta 8,4% na taxa de desemprego. "Outro indicador é que entre 2004-09 teve aumento importante na porcentagem da população que teve ingresso na Previdência Social no RS, passando de 52,6% para 59,3% a inclusão. Mas há dados interessantes para observar no que diz respeito ao comparativo mulher e homens e brancos e negros", referiu, apontando a dificuldade de inclusão de mulher e negros.
Entre os desafios está o desemprego juvenil, muito superior à taxa média de desemprego (17,8% no Brasil e 13,9% no RS). "Não podemos deixar de falar das empregadas domésticas, uma categoria que representa 18% dos trabalhadores do país. Temos problemas muito graves pelo salário inferior ao mínimo, pela informalidade e pela incidência de trabalho infantil doméstico, com problemas como abuso sexual e evasão escolar", apontou a diretora da OIT sobre o contexto brasileiro.
No Brasil, 32,3% das empregadas têm carteira assinada enquanto no RS são 42,3%. "Essa realidade é preocupante", disse.
Há noventa e quatro anos, um grupo de trabalhadores decidiu que defender direitos não era uma tarefa individual. Era um compromisso coletivo.

Na noite desta segunda-feira (29 de junho), os comerciários e comerciárias aprovaram a prestação de contas do exercício de 2025 e o parecer do Conselho Fiscal do Sindec-POA, durante Assembleia realizada em formato híbrido, com participação presencial e virtual.

O presidente do Sindec-POA, Nilton Neco, participou, representando a Força Sindical, da reunião de encerramento do Grupo de Trabalho Tripartite do Comércio Varejista, promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que debateu o aperfeiçoamento da Portaria MTE nº 3.665/2023, responsável por regulamentar o trabalho no comércio aos feriados.

Na próxima segunda-feira (29) o Sindec-POA vai realizar a Assembleia de Prestação de Contas do exercício 2025.

A mobilização do Sindec-POA pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1 segue ganhando força nas ruas, nas redes e agora também no som da luta da classe trabalhadora.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a debater a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 está realizando, antes da votação da PEC, uma série de Seminários Públicos regionais em diferentes estados do país.

A luta por jornadas mais humanas e mais qualidade de vida para os trabalhadores tomou conta das ruas de Porto Alegre.

O Sindec-POA realizou uma ampla ação de fiscalização no comércio de Porto Alegre durante o feriado de Tiradentes, com o objetivo de garantir o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho e proteger os direitos dos comerciários e comerciárias.

A delegação da Força Sindical-RS e Fetracos-RS esteve presente em Brasília participando do CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e da grande Marcha das Centrais Sindicais, em mais um momento histórico de mobilização da classe trabalhadora, ocorrida nesta quarta-feira (15).

Acordo assegura aumento acima da inflação e amplia direitos da categoria.