por Jousi Quevedo | Os maiores aumentos, no período, foram apurados em Recife (11,08%) e João Pessoa (10,64%).
A exemplo do que ocorreu em abril, 15 das 17 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica registraram alta no valor do conjunto de produtos alimentícios essenciais. As maiores elevações foram apuradas para Recife (7,12%), Fortaleza (6,91%), Salvador (4,74%), Goiânia (4,69%) e João Pessoa (4,14%). As duas localidades onde houve retração nos preços foram Florianópolis (-1,01%) e Brasília (-0,90%).
Mais uma vez, São Paulo – onde os produtos básicos custaram em média R$ 283,69 - foi a cidade com a cesta mais cara. Em segundo lugar aparece Manaus, localidade em que os gêneros essenciais custaram R$ 272,86, valor semelhante ao apurado para Porto Alegre (R$ 272,45) e Vitória (R$ 271,16). Os menores custos foram encontrados em Aracaju (R$ 199,26), João Pessoa (R$ 225,94) e Salvador (R$ 228,25).
Para estimar o valor do salário mínimo necessário, o DIEESE leva em consideração o maior custo para o conjunto de itens básicos – que, em maio, novamente foi verificado em São Paulo - e o preceito constitucional que estabelece que o menor salário pago deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. No último mês, para atender a essas necessidades, o salário mínimo deveria valer R$ 2.383,28, ou seja, 3,83 vezes o mínimo em vigor, de R$ 622,00. Em abril, o menor valor pago deveria corresponder a R$ 2.329,35 (3,74 vezes o menor salário) e em maio de 2011, o valor do mínimo necessário era menor (R$ 2.293,31), e equivalia a 4,21 vezes o piso em vigor, de R$ 545,00.
Variações acumuladas
Cinco capitais ainda apresentam variação acumulada no ano (de janeiro a maio) negativa, mesmo com a tendência de alta na cesta. Os destaques são Florianópolis (-2,72%), Porto Alegre (-1,59%) e Vitória (-1,54%). Os maiores aumentos, no período, foram apurados em Recife (11,08%) e João Pessoa (10,64%).
Em doze meses – entre junho de 2011 e maio último – a variação acumulada é positiva em todas as 17 capitais, com os maiores aumentos apurados em Recife (15,54%), João Pessoa (12,7%), Salvador (12,87%) e Manaus (11,13%). As menores altas acumuladas foram verificadas em Florianópolis (0,07%) e Rio de Janeiro (0,19%).
Cesta x salário mínimo
Para adquirir a cesta básica, o trabalhador que recebe o salário mínimo precisou cumprir, em maio, na média das 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE, uma jornada de 88 horas e 21 minutos, contra 85 horas e 53 minutos exigidos em abril. Frente à jornada necessária em maio de 2011, o tempo é bem inferior, já que então atingia 95 horas e 16 minutos.
Quando a relação é feita com o salário mínimo líquido - após o desconto da parcela correspondente à Previdência - verifica-se que o trabalhador que ganha o piso comprometeu, em maio deste ano, 43,65% de seus vencimentos com a compra da cesta básica, percentual pouco maior que o exigido em março, de 42,43%, mas bem inferior ao comprometido em maio do ano passado, de 47,07%.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”