Acontecimentos no mercado que afetam os comerciários.
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Cesta básica fica 2,49% mais cara na Capital
por Gabriella Oliveira | Atualmente, Porto Alegre ocupa a quarta posição no País na comercialização do conjunto de produtos mais caros.
Pelo segundo mês consecutivo, a cesta básica ficou mais cara em Porto Alegre. Em abril, o preço do conjunto de gêneros alimentícios, medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), registrou alta de 2,49% em relação a março, atingindo R$ 368,97. O tomate voltou a ser o culpado pelo aumento. No mês, o produto subiu 24,4%, única variação de dois dígitos entre os gêneros pesquisados.
Segundo a economista do Dieese, Daniela Baréa Sandi, o aumento no preço do tomate passa pela crise hídrica da região Sudeste e atinge praticamente todo o País. "O tomate é o alimento mais sensível ao clima, e os efeitos da falta de chuva ainda ajudam a explicar a disparada dos preços na grande maioria das capitais", comenta. Em Campo Grande e Rio de Janeiro, por exemplo, onde foram registradas as maiores altas, o tomate subiu mais de 45%.
Outro produto que registrou aumento considerável, embora com menos impacto na cesta como um todo, foi o leite, que ficou 6,31% mais caro em abril. Além do aumento normal causado pelo início da entressafra e, consequentemente, menor oferta do produto, a alta também seria explicada pelo início de recuperação do valor do produto após as quedas decorrentes da descoberta de fraudes nos últimos dois anos.
No acumulado do ano, a cesta básica já registra um aumento de 5,86% na Capital e, nos últimos 12 meses, elevação de 2,67%. "No ano passado, os primeiros meses registraram aumentos muito expressivos, em função da carne e do próprio tomate, então a base de comparação é muito alta", explica Daniela sobre a variação anual muito próxima à registrada apenas no último mês. Apenas em março de 2014, por exemplo, o conjunto havia encarecido 12,5%, depois seguido por esporádicas quedas mensais.
Embora tenha ficado mais cara em termos absolutos, um aspecto positivo da pesquisa é o fato de que, em relação ao poder de compra, hoje trabalha-se menos para pagar a cesta básica do que era necessário há um ano. No mês passado, o trabalhador que recebe um salário-mínimo precisou cumprir jornada de 103h01min para adquirir o conjunto, enquanto em abril de 2014 o tempo era de 109h12min.
Além disso, a Capital, que chegou a ter a cesta básica mais cara do País há pouco tempo - última vez foi há exatamente um ano, em abril de 2014 -, agora está na quarta posição, atrás de São Paulo (R$ 387,05), Vitória (R$ 376,46) e Rio de Janeiro (R$ 374,85). Nos últimos 12 meses, a cesta básica de Porto Alegre foi a segunda que menos cresceu entre as 18 capitais pesquisadas. Apenas Belo Horizonte, que registrou aumento de 1,71% no período, teve uma alta menor. "O preço subiu, mas não deu aquela disparada que corrói o poder de compra", avalia a economista. Nos últimos 12 meses, a maior alta encontrada foi a do conjunto de Aracaju, onde o aumento atingiu 18,3%.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”