Cesta básica em Porto Alegre sobe em junho e é a segunda mais cara do país
por Jousi Quevedo | Segundo Dieese, capital gaúcha teve alta de 2,87% no mês de junho. Alta foi encabeçada pelo aumento no preço da batata e do tomate.
A cesta básica de Porto Alegre registrou alta de 2,87% em junho e custa para o consumidor R$ 280,26, segundo dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em maio, os gaúchos podiam adquirir os mesmo produtos por R$ R$ 272,44, ou seja, R$ 7, 82 a menos. A capital gaúcha é a segunda no ranking de preços dos produtos essencias, só perdendo para São Paulo, onde os mesmos itens saem por R$ 287,63. Em terceiro lugar aparece Vitória, com R$ 277,70.
No ano, a alta acumulada da cesta básica dos porto-alegrenses chega a 1,23%, na comparação com 2011. A alta no estado foi encabeçada pelo aumento no preço da batata (52,25%) e o tomate (21,48%). Na avaliação mensal, 8 dos 13 produtos que compõem os itens considerados essenciais estão mais caros. Os outros 5 tiveram redução, em destaque o pão (-4.48%) e o café (-3,61%).
Ainda conforme o Dieese, o valor da cesta básica representou 48,98% do salário mínimo líquido, contra 47,61% em maio de 2012 e 54,30% em junho de 2011. O trabalhador com rendimento equivalente a um salário mínimo necessitou em junho cumprir uma jornada de 99h08 para adquirir os bens alimentícios básicos. Esta jornada é maior do que foi necessário em maio de 2012 e menor do que em junho de 2011.
Embora a terça-feira de Carnaval não seja considerada feriado pela legislação, a Convenção Coletiva do Sindec estabelece que as empresas obedeçam às mesmas condições exigidas para trabalho em feriados; ou seja, proíbe o funcionamento com utilização de empregados sem que as mesmas tenham firmado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para garantir que somente as empresas regularizadas funcionem com mão de obra de comerciários no feriado de Nossa Senhora dos Navegantes (2), o Sindec-POA fará fiscalização.
As equipes do Sindec-POA seguem atuando presencialmente nos estabelecimentos comerciais até o dia 24 de dezembro, fiscalizando jornadas, escalas, folgas e condições de trabalho.
Ataques aos sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. É importante destacar que eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo – pós-década de 1970 – impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento. Na história do Brasil, esse movimento se repetiu algumas vezes:
O Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre – Sindec-POA vem a público esclarecer informações equivocadas que têm circulado acerca do recente julgamento dos segundos embargos de declaração do Tema 935 do Supremo Tribunal Federal, concluído em 25/11/2025.
Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.
Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”