
Orçamento para 2026 é aprovado em assembleia pela categoria
Os comerciários aprovaram a previsão de orçamento, bem como o parecer do Conselho Fiscal da entidade.

Criados para dar vantagem aos trabalhadores representados por sindicatos, os pisos salariais estão sendo engolidos pelo salário mínimo, que tem obtido reajustes mais elevados há oito anos.
Entre 2004 e o ano passado, o mínimo mais que dobrou. Já o valor médio dos pisos, apurado pelo Dieese, subiu menos: 68%. O resultado é que a vantagem, antes obtida graças a pressões dos sindicatos, está sumindo.
Nas categorias com representações trabalhistas mais frágeis, o piso pode estar condenado à extinção.
Em 2004, os menores salários das categorias sindicalizadas representavam, em média, 1,7 salário mínimo. Em 2011, a relação caiu para 1,3.
Neste ano, com o aumento de 14,13% do salário mínimo, que subiu a R$ 622, a tendência é que a vantagem dos pisos diminua ainda mais.
Isso porque a economia está crescendo mais lentamente e, neste cenário, é menos provável que os sindicatos consigam reproduzir em suas negociações reajustes semelhantes ao do mínimo.
É o caso dos cerca de 18 mil metalúrgicos da região de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. O reajuste fechado no mês passado foi de 7,5%. Os pisos tiveram resultado mais positivo (8%), mas também subiram menos que mínimo.
O presidente do sindicato, Vilmar Garcia, diz que o reajuste do mínimo nem sequer foi parâmetro. "Está difícil negociar. Os empresários falam de crise, de concorrência com os produtos chineses."
O piso da categoria representava 1,8 salário mínimo em 2004. Neste ano, com o reajuste para R$ 830, passou a valer cerca de 1,3 mínimo.
PODER DOS SINDICATOS
Apesar do descompasso, o economista José Dari Krein, da Unicamp, diz que não se pode falar em perda do poder de barganha dos sindicatos.
Isso porque, diz ele, as reivindicações sindicais também têm mudado e passaram a dar destaque a temas como participação nos lucros -remuneração cada vez mais importante no mercado.
O que pode acontecer é que, para categorias com menor produtividade ou com representação mais dispersa, o piso se tornará irrelevante."
Outro efeito colateral da menor vantagem dos pisos em relação ao salário mínimo é uma relativa corrosão do poder de compra. Como muitos serviços têm os preços corrigidos segundo o mínimo, quem não é agraciado na mesma medida sai perdendo.
Os trabalhadores que não têm o mesmo reajuste não poderão acessar os mesmos serviços que consumiam no passado", afirma Krein.
Para o economista Alexandre Chaia, do Insper, é raro reajustes salariais praticados no mercado acompanharem o crescimento econômico na mesma proporção, como ocorre com o salário mínimo.
Se os trabalhadores tentarem buscar recompor essa diferença, poderá haver uma pressão de custos na economia", diz. Noutras palavras, haverá aumento de preços.
Desde 2004, salário-base nacional subiu mais rápido que demais remunerações
Diferença deve recuar mais neste ano devido ao forte aumento do mínimo e à expansão mais lenta da economia.
Regra que reajusta base nacional cria distorção, afirma economista
A "distorção", nas palavras do economista da FGV (Fundação Getulio Vargas) Marcelo Néri, entre o piso nacional e os pisos das categorias sindicalizadas ocorre porque a fórmula fixa para o reajuste do salário mínimo que não leva em conta o que ocorre no mercado de trabalho.
A regra hoje considera o crescimento econômico de dois anos antes e a inflação do ano anterior.
Não pode o desempenho da economia no passado, no caso em 2010, definir salários pagos neste momento, em meio a uma crise", diz ele.
Os gráficos do Paraná, em campanha salarial, tentam um aumento de 8% para a categoria, inclusive para os pisos. Os empresários oferecem 7,6%. O salário inicial de bloquistas representava 1,6 salário mínimo em 2004. No ano passado, passou a 1,2.
Diretora do sindicato, Susana Güthmer afirma que chegar aos 14,13% do salário mínimo "é impossível".
Algumas empresas relatam que não estão com tanto serviço este ano", diz ela, que notou o avanço do mínimo sobre o próprio salário.
Cheguei a receber quatro mínimos, hoje não ganho dois. Mas como recuperar a diferença se hoje brigamos por décimos?".
Fonte: Folha de SP

Os comerciários aprovaram a previsão de orçamento, bem como o parecer do Conselho Fiscal da entidade.

O Sindec-POA encerrou a Campanha Salarial 2025 com um dos maiores aumentos reais do país e avançando em conquistas sociais históricas.

Após as enchentes que reduziram linhas e horários de ônibus, comerciários de Porto Alegre enfrentam ainda mais dificuldades para voltar para casa, sobretudo no fim de ano. O sindicato lançou um abaixo-assinado pedindo reforço no transporte público.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias.

Em celebração ao Dia do Comerciário, o SINDEC Porto Alegre lança uma nova campanha institucional que traduz o sentimento e a luta da categoria: “Mais tempo para viver. Mais força para trabalhar.”

A proposta apresentada é inaceitável: além de oferecer um reajuste abaixo do merecido, ainda quer empurrar o pagamento para janeiro do ano que vem.

O presidente do Sindec-POA e secretário de Relações Internacionais da Força Sindical, Nilton Neco, representou o presidente nacional da Central, Miguel Torres, na 36ª Reunião de Ministros e Altas Autoridades do Trabalho do Mercosul.

A fiscalização do Sindec-POA trabalhou no feriado de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, para defender os direitos dos comerciários.

Nilton Neco, presidente do Sindec-POA e secretário de Relações Internacionais da Força Sindical Brasil, está em Beijing participando do Seminário Internacional China-Brasil, a convite da ACFTU - Central Sindical dos Trabalhadores da China.

Os comerciários e comerciárias de Porto Alegre participaram da assembleia que deu início à Campanha Salarial 2025/2026.