?Esse clima de pressão constante contamina o ambiente de trabalho, afetando a progressão dos negócios?, afirma Nilton Neco, presidente do SINDEC, ao comentar pesquisa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) apontando que a maioria dos empreendedores não sobrevive mais de cinco anos. Para Nilton Neco, cuja categoria tem data-base em 1º de novembro, o momento é próprio para afirmar a tese do Trabalho Decente, inscrita na primeira cláusula da convenção coletiva vigente, e que vê o trabalho como uma atividade que vai além da empresa e pressupõe um ambiente de trabalho satisfatório. ?Mais que um salário digno, que permita atender à necessidades básicas, a classe quer atuar livre do assédio moral e dos desvios de função, como impor ao vendedor tarefas como descarregar caminhão ou limpar a loja?, adverte o sindicalista. Neco, que também é secretário nacional de Relações Internacionais da Força Sindical, acredita que a distensão no relacionamento entre lojistas e shoppings e a conseqüente queda nos custos possam contribuir para o alcance desse patamar.

A implementação de uma agenda de Trabalho Decente é um compromisso assumido pelo Governo brasileiro em 2003 com a OIT, em parceria com as organizações de empregadores e de trabalhadores. O Sindec foi pioneiro no país ao incluir no seu Acordo de Dissídio a promoção do Trabalho Decente.
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